Malucos beleza ou nem tanto

Agosto 30, 2009

Uma coisa que ás vezes salta aos olhos é que Vancouver tem muitos malucos pelas ruas. No bom e no mal sentido.

Tem uma maluquinha que é uma figura. Ela fica andando de Yaletown ao West End todo o dia. Até aí, nada muito fora do normal. O negócio é que ela anda com um carrinho de bebê. Só que não tem criança nenhuma. Se o carrinho estivesse vazio não seria nada demais. Só que ela carrega um pato branco para cima e para baixo. Todos os dias.

Como a sociedade aqui respeita mais as liberdades pessoais de cada um e como no West End isso ainda é mais exabcerbado, tem umas pessoas que se vestem de cada jeito estranho… a gente nunca sabe se as pessoas estão com as faculdades mentais em dia. E não é só sobre a roupa. São os cabelos e a quantidade de maquiagem também.

Por outro lado, tem uma população realmente de malucos e que passam o dia inteiro se drogando. Isso acontece principalmente na East Hastings e East Pender. E o clima por lá no fim da tarde fica realmente pesado. É um lugar para não ir de jeito nenhum. Parece um filme de zumbis. É o lugar barra pesada de Vancouver.


Chorar um pouco faz bem

Agosto 7, 2009

Aqui está passando um filme chamado My Sister’s Keeper que é com a Cameron Diaz e com a menininha do Pequena Miss Sunshine. Vi o trailler e parecia um daqueles dramalhões chatos e longos. Mas a Luiza queria assistir. Prometi levá-la. Até porque a arrastei para o Exterminador do Futuro 4 (que é bem bom por sinal).

Então fomos aproveitar a promoção do cinema Granville de compre um ingresso e ganhe o outro. Se o cinema lá normalmente já mais barato do que os outros, assim fica melhor ainda.

E não é que o filme é bom!? Claro, é um filme triste, para chorar um pouco (ou muito) ou pelo menos se emocionar.

É a história de uma família com três filhos, duas garotas e um garoto. Acontece que a filha mais velha tem leucemia. E a segunda filha só foi concebida para ajudar no tratamento da irmã. Só que a irmã mais nova decide que não quer doar um dos rins para a irmã adoentada. E contrata um advogado para defender sua causa.

Não é um filme de tribunal. Não é tanto dramalhão como parece ser. É triste sim. Mas é a história dessa família vista pelo ponto de vista de cada um deles sobre todos os acontecimentos. E um modo de contar bem sensível e pouco óbvio.


There’s no fan in Van!

Julho 31, 2009

Quando falava para as pessoas que viria para o Canadá, todos perguntavam porque iria para um país frio, que iria morrer de frio e tal. Está acontecendo justamente o contrário. Estou morrendo de calor. E não só eu, a população inteira de British Columbia.

Eles não estão preparados para o calor que está fazendo. Não há ventiladores nas lojas. Ainda não consegui comprar um.

Passei a tarde de ontem andando pelas lojas aqui perto de casa a procura de um ventilador. Fui em duas London Drugs, Shoppers, supermercados, lojinhas pequenas e nada. Voltei para casa. Estava insuportável a temperatura.

Resolvi continuar minha peregrinação. Peguei o ônibus em direção ao Canadian Tire. Quando fui trocar de ônibus, encontrei um outro brasileiro brasileiro na mesma busca. O Felipe e a Verônica estavam procurando no Stappler, no Shoppers e em uma outra loja. Mas também não tiveram sorte.

Então fui com o Felipe no Canadian Tire. Chegando lá, procuramos o local em que deveriam estar os ventiladores. O corredor estava apinhado de gente e as prateleiras completamente vazias. Só tinha purificador de ar. Perguntamos ao gerente e ele disse que hoje de manhã deveriam chegar mais.

Ao lado tinha uma Best Buy. Tentamos. Não tinha. Do outro lado uma Home Depot e uma Home Sense. Nada. Perto tinha uma London Drugs. Insucesso. Desistimos. Dormi na sauna mesmo.

Acho que cansei dessa gincana. Vou morrer de calor mesmo. Ou então correr para as lojas assim que abrir e disputar um ventilador no braço. Não… acho que não… O jeito é ir dar um mergulho no mar sempre que estiver insuportável.


Fogos, calor, praia, biquinis, sungas, ventiladores

Julho 30, 2009

O terceiro dia do Celebration of Light com o Reino Unido foi melhor do que o primeiro dia com o Canadá. Os ingleses escolheram músicas variadas e os fogos tiveram várias formas bem criativas sem ficar repetitivo. O ponto alto, na minha opinião, foi quando tocou uma música do Andrea Bocelli, Time to Say Goodbye. Os fogos combinaram tão bem com a música e tudo estava tão perfeito que chegou a emocionar.

Aproveitando a onda de calor, tenho todo dia ido correr no Stanley Park e na volta dou um mergulho na praia. É bem refrescante, E ainda fico uns 20/30 minutos pegando um solzinho. Só assim para aguentar o calor.

A praia aqui tem uma coisa engraçada. O biquini da maior parte das mulheres, inclusive adolescentes ou 20 e poucos anos, mais parece uma sunga. Claro, tem algumas que usam menores. O contrário acontece com os gays. São umas sunguinhas minúsculas, algumas fio dental…

Ontem fomos a duas lojas tentar comprar um ventilador, mas não tinha mais nenhum. Um vendedor da Future Shop disse que o carregamento de ar condicionados portáteis chegou e acabou de manhã, que parecia boxing day. Boxing Day é o dia 26 de dezembro, quando tudo o que não foi vendido entra em promoção e as lojas ficam superlotadas.

Hoje vou ver se encontro um ventilador. Temos dormido com a janela aberta para ver se refresca um pouco…


Onda de calor

Julho 29, 2009

Julho tem sido um mês atípico para os vancoverites. Está muito mais quente do que o normal. Quase não tem chovido. E isso para uma cidade onde chove muito e chamado por muitos Raincouver ou Vanchuver…

Primeiro estavam sendo batido os recordes de vários dias seguidos de calor. Agora, a previsão é de que hoje seja o dia mais quente de todos os tempos. No interior da província a temperatura deve passar de 40 graus. Aqui deve ficar acima de 35.

Estou me sentindo no Rio. Estou escrevendo no computador antes das 11 da manhã, sem camisa e suando em bicas. O curioso é que no Rio a temperatura tem ficado baixa. Lá tem ficado em torno de 20 graus, muito frio para os padrões cariocas…

O jeito talvez seja ir para a praia. Até porque a piscina do prédio tem ficado lotada.

Mais tarde ainda tem a terceira rodada de fogos do Celebration of Light, dessa vez será o Reino Unido.


Demora na fronteira

Julho 28, 2009

O mais chato da viagem para Seattle foi a demora na fronteira. O posto da fronteira é como se fosse um pedágio. 

De Vancouver até a fronteira são uns 30-40 minutos. Aí avistamos um painel eletrônico avisando que a espera estava em 90 minutos. Fazer o quê? 

Ficamos parados em uma fila de carros que de dez em dez minutos andava um pouco. De início não dava para ver o fim da fila. Passamos pelo Duty Free ainda do lado canadense e por pessoas fazendo um pic nic (!?).

Até chegar a um sinal de trânsito que vai liberando os carros aos poucos. Depois a fila dupla se divide em mais filas para chegar aos pedágios. 

O oficial pede os passaportes, pergunta onde moram, o que vão fazer, onde vão ficar e coisas assim. Então os carros são liberados. Ou manda você parar logo em frente, saltar, ir fazer impressões digitais, responder às perguntas novamente e pagar uma taxa de 6 dólares por pessoa. O que aconteceu com a gente. No total demoramos quase uma hora e meia.

O mais engraçado foi o oficial que nos atendeu começar a falar em português com a gente. Ele disse que morou um tempo em Porto Alegre.

A viagem segue para mais ou menos 2 horas até Seattle de estradas praticamente sem curvas. E com Outlets no caminho.

A volta foi bem mais rápida. A espera pelo controle canadense demorou 30 minutos, o oficial canadense fez as mesmas perguntas que o americano e o quanto gastamos em compras. Quem é residente no Canadá pode trazer 50 dólares em compras se ficar 24 horas fora, 400 se ficar 48 horas e 750 se ficar 7 dias.

Dessa vez fomos liberados sem precisar saltar.


Além da linha do mapa

Julho 27, 2009

Acrescentei mais uma casa dos sonhos em minha lista imaginária de futuras aquisições. Este fim de semana fomos em Seattle em uma festa de noivado de um casal amigo. Na verdade não foi em Seattle, foi em uma cidade ao lado, a 15 minutos, chamada Kirkland.

DSC02024DSC02020

A casa onde a festa aconteceu é maravilhosa. O quintal da casa dava para o Washington Lake. Sensacional a vista. Tinha que ser um local assim para uma comemoração dessas.

DSC02038

E ainda por cima o jantar era um salmão delicioso. Com uma sobremesa mais deliciosa ainda. Quando estava me servindo do almoço, o dono da casa e tio dos noivos me perguntou se gostava de chocolate. Obviamente confirmei meu vício pelo doce. Segundo ele, a sobremesa prometia. Ele estava certo, nunca vi tanto chocolate junto. Excelente!

No domingo de manhã fomos conhecer Seattle. Para quem está morando em uma cidade linda como Vancouver, chegar lá pode ser um certo desapontamento. Mas também, nem toda cidade pode ser como Vancouver.

Andamos pela orla, pelos marcos históricos no centro, pelo mercado público e almoçamos ótimos fish n’ chips (peixe frito, no caso salmão, e batata frita).

DSC02080

No caminho de volta para casa, fizemos uma parada em um dos outlets. Realmente s preços são bens mais baixos. Bem como a gasolina nos EUA.