Teu sorriso é um colar de marfim

Junho 27, 2009

Manequim fica na vitrine das lojas para mostrar a roupa. No Brasil, algumas lojas exageram nas formas dos manequins.

Às vezes tem uma bunda maior porque quer vender calças da Gang. Às vezes tem o busto maior. Essas alterações acabam acontecendo sempre para vender roupas femininas.

A Davie Street, rua paralela a qual moramos, é uma rua simpática aos homossexuais e tem muitas lojas voltadas para esse público, principalmente homossexuais masculinos.

Acontece que os manequins dessas lojas têm formas muito mais avantajadas do que o normal. É impossível passar pelas lojas e não notar. Chega a ser engraçado.

Do mesmo modo que as vitrines das sex shops. Os manequins normalmente estão fantasiados. É difícil passar e não rir.


O início do verão e o Canada Day

Junho 26, 2009

O verão começou nessa semana. E também a temperatura deu uma caída. Saiu de uma média de 20 graus para quase 15.

Mas foi uma semana de garoa e tempo nublado que as pessoas aparentemente gostaram. Estava anormal para eles tanto sol e estava um período grande sem chuvas.

Hoje o dia já abriu com sol.

Semana que vem, no primeiro dia de Julho, comemora-se o Dia do Canadá. Feriado federal. É o aniversário do país que em 1867 se tornou uma nação. Não é exatamente o dia da independência. Os laços com o Parlamento Britânico foram sendo quebrados aos poucos, só em 1982 acabou por completo.

Uma curiosidade. Se o dia cai num domingo, segunda feira automaticamente se transforma em feriado.

E parece que a cidade toda fica em festa. Os jornais estão cheios de propagandas sobre as comemorações. Tem paradas, shows, fogos. Pelo que vi, as maiores serão no Canadá Place, na Robson Street a em Granville Island.

Estava lendo o jornal e vi que um dos shows na Robson Street vai ser de um grupo chamado Ache Brasil. Vou passar longe de lá…


Homem primata

Junho 24, 2009

Tento acompanhar as notícias do Brasil pela internet. Mas tem certas coisas que simplesmente não tenho mais paciência. Toda hora tem escândalos no Senado, no Congresso e demais órgãos públicos. No final das contas, quem deveria responder pelos escândalos diz que não sabia de nada e fica por isso mesmo.

Mas fica por isso mesmo porque todos querem que fique por isso mesmo ou ninguém quer mais saber?

No Irã estão rolando protestos por causa de uma eleição que provavelmente foi cartas marcadas. E mesmo com toda a repressão ditatorial, milhares estão nas ruas protestando.

No Brasil não tem repressão, mas também não tem protestos.

Em Ottwa, capital canadense, tem a Câmara dos Comuns. Ainda não conheço muito bem o sistema deles aqui. Mas o que importa é que vira e mexe a gente vê nos noticiários os ministros e o primeiro ministro respondendo a sabatinas dos outros políticos na Câmara dos Comuns. Eles têm que explicar o que estão fazendo e prestar contas. Isso não é uma vez por ano. É sempre.

Fico imaginando isso no Brasil. Aí só me lembro da CPI do Roberto Jefferson: o senhor desperta meus instintos mais primitivos.


Gremlins

Junho 23, 2009

Outro dia assisti ao triller do filme Jean Charles que trata da vida do próprio. Em determinado momento, Selton Mello fala que brasileiro é que nem Gremlins. Gremlins são aqueles bichinhos que se multiplicam se forem alimentados depois da meia noite ou se forem molhados.

E é realmente engraçado como isso é verdade. Tem brasileiro em qualquer lugar do mundo. Tudo bem que não sou tão viajado assim, mas quando você conversa com pessoas que viajaram para algum lugar, elas provavelmente encontraram algum brasileiro por lá.

Aqui em Vancouver tem muito. Não chega a ser a mesma quantidade de asiáticos (que aliás também são gremlins), mas é só andar um pouco pelas ruas. Em algum momento ouvirá palavras em português.

Porque estou falando sobre isso? Não sei ao certo…


Brunch em Deep Cove

Junho 22, 2009

Domingo, dia dos pais aqui, fomos para um brunch em Deep Cove. Brunch é uma coisa bem popular nessas terras. É mais ou menos algo entre um café da manhã reforçado e um almoço mais cedo do que o normal.

Lá, encontramos uma amiga australiana, um amigo moçambicano, conhecemos uma canadense de Victoria, uma canadense de Montreal e mais dois canadenses que não sei exatamente de onde.

Sentamos e o lugar estava bem cheio com muitas famílias comemorando a data. A garçonete apareceu e boa parte da mesa pediu Ceasars. Luiza, que não queria ficar atrás, pediu um também. Quando chegou, descobriu que não era uma salada e sim uma bebida. Spicy Ceasars.

Na hora de ir embora, fomos para o ponto de ônibus e por poucos minutos o perdemos. O próximo, uma hora depois. Esperamos. Esperamos. Meia hora mais tarde, passou um que também servia. Neste momento, minha senhora aproveitou a calma local e estava descansando os olhos deitada em meu colo.

Sem querer, a peguei desprevenida. Gritei que o ônibus estava chegando e ela deu um pulo. Seu corpo saiu pelo menos um metro do banco, o que já é bastante coisa considerando sua altura.


Visita da família

Junho 19, 2009

Segunda-feira tivemos nossa primeira visita de algum membro da família vindo do Brasil. Foi uma tia da Luiza que passou alguns dias aqui na cidade e depois foi para o Alaska.

Passamos a tarde inteira arrumando a casa, afinal, a primeira impressão para as famílias seria essa. A casa tinha que estar toda arrumadinha para todos no Brasil verem e saberem como somos bons donos de casa mesmo longe.

E ainda por cima ganhamos presentes para a casa!!! Agora já podemos oferecer um café para visitas!!! Ganhamos xícaras e jogo de pratos.

Aliás, agora também temos pratos de sobremesa. Logo que nos mudamos, compramos pratos para a comida. Um mês depois voltamos na loja para comprar pratos de sobremesa. Só que quando chegamos em casa, percebemos que os tais pratos de sobremesa na verdade tinham o mesmo tamanho dos outros…


O jornalismo

Junho 17, 2009

Aqui na cidade existem dois jornais locais, o Vancouver Sun e o The Province. O primeiro estava com uma promoção de três semanas de graça e resolvi aproveitar.

Quando acabou esse tempo, me ofereceram uma assinatura de 9,90 por três meses. Achei ótimo, já que custa durante a semana 1 dólar. Continuei com eles. Espero que me ofereceçam alguma outra promoção, porque essa acaba em julho.

O modo como eles escrevem o jornal é um pouco diferente do que estamos acostumados no Brasil. A primeira página normalmente vem com uma foto de pelo menos um quarto de página e duas matérias, que terminam em algum lugar dentro do jornal. Tem mais umas três ou quatro chamadas no rodapé e acima do nome do jornal.

Às vezes me parece que falta um pouco de notícia para eles. Ontem tinha uma matéria na primeira página que não tinha nada de notícia. Era simplesmente narrando como um garoto se formou na high school e resolveu comemorar fazendo uma escalada sozinho num dos morros da cidade no dia seguinte.

Li a matéria esperando que algo de errado fosse acontecer. Que ele caísse, ficasse perdido, passasse fome, fosse atacado por um urso. Mas nada. Ele até encontrou um urso. Mas os dois só ficaram se olhando e nada mais.

Outro ponto alto da matéria foi quando a mãe ligou para o celular dele enquanto escalava uma parte difícil. E ponto. Nada mais na matéria.

Em outros momentos leio as reportagens e sinto alguma coisa faltando, alguma informação. Parece que uma das famosas perguntas o quê? quem? quando? onde? por quê? como? e daí? está faltando.

Pode ser que eles considerem que os leitores já saibam tal informação. Como jornalista, pelo menos de formação, que sou, me parece estranho.