Seguro saúde

Abril 28, 2009

Aqui a saúde é gratuita. Errado. Não é bem assim. Tem uma mensalidade a pagar para o governo.

A verdade é que o sistema é igual para todos. Mas tem que pagar. No nosso caso, 96 dólares o casal por mês.

Pelo menos é melhor do que pagar para planos de saúde privados.

Hoje chegou nossa carteirinha. E poderemos utilizá-la a partir do dia 1º de maio.

Quando o imigrante chega aqui, ele tem que esperar três meses para poder entrar para o plano de saúde público. Mas, se você chega no meio do mês ou no último dia, chegamos no dia 28 de fevereiro, esse mês já conta. Ou seja, na prática, só esperamos dois meses e um dia.

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Imigração em Toronto

Março 2, 2009

Descemos em Toronto com o céu ainda escuro. A imigração com o que eles chamam de landing seria ali.

Passamos primeiro pelo atendente que todos os estrangeiros passam. Mostramos toda a documentação. Ele nos fez algumas perguntas de praxe, nos deu boas vindas e nos indicou uma sala para onde faríamos a validação da papelada.

Um outro cara nos atendeu (como diz a Luiza, parecia coisa de filme). Perguntou quanto de dinheiro tínhamos, nosso endereço e pediu que nos sentássemos e esperássemos. Sentamos e esperamos.

Porque tínhamos que esperar? Será que daria tudo certo? Será que apareceria algum problema e mandariam a gente de volta?

Cinco minutos depois nos chamou. Deu o papel com a validação da nossa entrada no país e nos deu boas vindas.

Agora era a vez de pegar as malas. O carrinho para carregá-las custava 2 dólares canadenses. A menor nota que tínhamos era de 50. E agora?

Deixamos isso de lado, continuamos preocupados, mas fui pegar as malas, coisa que cabia ao mim devido ao tamanho e ao peso delas. Passou a primeira. Peguei! Aí apareceu um indiano oferecendo os serviços para carregar as malas. Não entendi muito bem o que ele falou e a Luiza me gritou: nossa mala!

Corri para pegar a mala e o indiano sumiu. Mais uma mala. E outra. Uma passou enquanto pegava outra. Quando peguei as 6, minha mulher me esperava com dois carrinhos que pagou com cartão de crédito.

Depois ainda passamos por uma atendente que perguntava sobre o que carregávamos nas malas. Respondemos que estava tudo certo, que não levávamos alimentos e nada que não pudesse entrar. A moça simplesmente acreditou no que a gente falou e nos liberou.

 


O embarque

Fevereiro 28, 2009

Dia 27 de fevereiro de 2009. Essa foi a data de despedida.

Chegamos ao aeroporto bem cedo pois teríamos que passar pela receita federal antes do embarque. Fato que comprovou que deveríamos ter saído de casa ainda mais cedo. O processo só não foi mais demorado porque o atendente foi simpático conosco e viu nossa tensão.

Mas antes da receita ainda houve uma outra etapa de muita apreensão. A Air Canadá nos permitia levar 3 malas cada um. A TAM que operou o vôo até São Paulo normalmente só permite 2. Liguei uma semana antes do embarque para saber como seria isso, se teria que pagar o peso extra. A atendente disse que eles honrariam o que a Air Canadá prometera. Mesmo assim ficamos apreensivos.

Na hora do check in, fomos colocando as malas para o funcionário do balcão como se fosse a coisa mais normal do mundo.  Quando ele viu que teria mais do que 4 malas, perguntou se estaríamos levando 5 malas.

Não. Estávamos levando 6. Ele parou pensativo. Nós gelamos. Explicamos a situação. Ele ficou na dúvida. Continuamos tentando explicar. Ele continuava em dúvida. Meio reticente, fez o check in das 6 malas. Pronto. Tínhamos conseguido embarcar as 6 malas. Se iriam chegar, eram outros quinhentos…


Enfim, o visto

Janeiro 26, 2009

Na quinta-feira, dia 22, o telefone celular tocou. Era um número de São Paulo. Era do consulado canadense. Era a notícia que esperávamos há tanto tempo. Era o visto pronto.

Eles queriam saber se poderiam enviar para a gente. Se fosse assim, na terça-feira, 27, seria postado como carta registrada e chegaria uma semana depois, nos primeiros dias de fevereiro.

Desligado o telefone, comemoramos, pulamos, nos abraçamos. Passados uns trinta segundos, baixou a dúvida, se é para demorar mais uma semana e meia quase, porque a gente não vai buscar?

Na sexta não teria como, mas segunda era viável. Teria o gasto da ponte aérea. Mas, e daí? Não queríamos esperar mais para ter o visto em mãos.

Ligamos para o consulado e informamos da nossa intenção. Tiraram nosso envelope do malote.

Desligamos e compramos as passagens para mim, não precisava os dois irem.

Cheguei hoje em São Paulo e fui direto para o consulado. Na hora em que abriu.

Por intermédio de uma parede de vidro, informei o que tinha ido buscar. Recebi um grande envelope e a moça falou para me sentir à vontade para conferir. Não pensei duas vezes.

Achei uma cadeira, abri o envelope, procurei os passaportes. Estavam lá os dois com o visto. Lindos. E as informações todas corretas.

Com eles, uma carta do consulado com algumas informações adicionais e o formulário de Confirmation of Permanent Residence que devemos apresentar quando entrarmos no país.

Falta pouco. Agora é marcar passagens, arrumar um lugar para ficar na chegada, escolher um curso de inglês para fazer no primeiro mês… além de correr atrás da receita federal para entregar o formulário de saída definitiva…


Pedido e envio dos passaportes

Janeiro 13, 2009

Quinta-feira, dia 8 de janeiro de 2009. Esse foi um dia especial. Recebemos o pedido para o envio dos passaportes. E também para o pagamento da taxa para sua emissão, R$1.8000 para o casal.

Esperamos por muito tempo esse dia. E agora não vemos a hora de receber o visto em mãos e poder comprar as passagens e embarcar.

Enviamos os passaportes hoje, terça 13. Não quisemos enviar na sexta porque ia acabar chegando no consulado no fim de semana e, sei lá, vai que se perde por não ter gente trabalhando… quanto mais obstáculos a evitar, melhor.

Ontem ligamos para confirmar o valor em reais da taxa. E aí nos deram uma conta diferente para depósito da que estava na carta. Ficamos com receio e sem saber se seguíamos a carta ou a atendente.

Para sanar a dúvida, enviamos um e-mail para a Maria João. A resposta foi um e-mail automático de que ela estará fora do consulado até dia 30 de janeiro.

Ficamos sem saber o que fazer. Esperamos até hoje pela manhã e ligamos novamente. Dessa vez explicamos melhor a situação e a pessoa que atendeu disse que eles convocaram novas pessoas para agilizar o processo em janeiro, por isso essa confusão de contas.

Então enviamos somente hoje. E há essa boa notícia para todos que estão no processo, de que eles estão querendo agilizar tudo.

Agora temos que pesquisar lugares para ficar na chegada em Vancouver.


Exames médicos entregues

Dezembro 3, 2008

Ontem acabou a saga do pacote com os exames médicos. Ele chegou a Port of Spain, seu destino final. Pelo site da Fedex é possível até conferir a assinatura de quem o recebeu, um tal de C. Greene.

Agora só falta madarmos os formulários e os antecedentes criminais atualizados, o que devemos fazer até sexta.


Exames médicos e a amazing race

Dezembro 2, 2008

Entrei novamente no site da Fedex para rastrear nossos exames médicos. O trajeto faz parecer que o pacote está participando de alguma corrida maluca pelo mundo. Depois de passar por Campinas e Memphis (EUA), agora temos mais dois novos locais. 

Ontem fez uma escala em Aguadilla. Não sabia nem que existia essa cidade. Então, com a ajuda de nosso amigo google, descobri que é em Porto Rico. A cidade foi fundada em 1775 e fica no noroeste do país, banhada pelo Oceano Atlântico. Sem contar que recebeu o prêmio de Melhor Qualidade de Vida concedido pelo governo porto-riquenho em 2002 e 2004.

Ainda ontem, o pacote saiu de Aguadilla e chegou em Tunapuna. Mais uma vez tive que pesquisar. A boa notícia é que já está em Trinadad & Tobago. Tunapuna é uma cidade no “East-West Corridor” do país, seja lá o que isso queira dizer. Também é a maior cidade entre San Juan e Arina, sendo um importante mercado e centro comercial. E, pelo que entendi, o principal aeroporto internacional do país está localizado lá.

Esperemos a continuação da saga dos exames médicos. Estou começando a ficar com inveja do pacote. Está viajando por tantos e diferentes lugares e eu aqui…