Onde comprar em Vancouver

Junho 21, 2011

Recebi uma mensagem perguntando sobre dicas de Vancouver. Então vou começar por este post.  

Onde comprar roupas em Vancouver 

Bom, começando pelos os arredores de onde moro, a Robson Street e o Pacific Center têm várias lojas e quase todas as grandes marcas. Mas isso não significa que o preço seja o mais baixo.

As lojas vira e mexe fazem promoções. E normalmente as promoções são boas, é só ficar de olho.

Tem vários shoppings ao redor da cidade. O maior deles é o Metrotown. O skytrain tem uma estação na porta. Lá tem todas as lojas daqui do centro e algumas mais. Se você não se importa com marcas, lá tem algumas lojas que saem bem mais em conta.

E também vai depender da loja na qual você quer gastar seu dinherinho. Só para citar 3 lojas do mesmo grupo, se você vai na Banana Republic, os preços são altos. Na Gap já fica mais acessível. Na Old Navy, já dá para sorrir um pouco mais.

Mas se é para economizar mesmo, o bom é procurar os outlets. Quase todos os sites das lojas tem o endereço de alguma loja outlet.

O Queensborough Landing em New Westminster concentra várias lojas como Guess, Tommy Hilfiger, Calvin Klein, Roots, entre outras. O endereço é 805 Boyd Street. Para chegar lá é só pegar o skytrain até 22nd station e depois um ônibus, como o 340, para atravessar a ponte.

Daqui do centro são uns 50 a 60 minutos tanto de carro quanto de transporte público. Pode ser longe, mas vale a pena. Os preços são muito mais baixos, experiência própria. Já comprei uma calça jeans na Guess por $30.

Agora, se for para economizar mesmo, vale atravessar a fronteira e ir no Seattle Premium Outlets no caminho de Seattle. São mais ou menos duas horas de carro até lá, sem contar com o tempo na fronteira, que é sempre uma surpresa. Já levei 3 horas, já fiquei parado por 20 minutos.

Os preços nos Estados Unidos já são mais baratos normalmente. Sem contar que os impostos canadenses são mais altos. Nos outlets os preços são ainda mais baixos. Por exemplo, já comprei uma calça social na Banana Republic por 30 dólares.

Sem contar que o preço da gasolina é muito menor. E que você pode comprar vinhos com preços bem melhores em qualquer supermercado ou posto de gasolina.

E aí pensando assim, dá para estender a viagem e visitar Seattle.

Só não dá para esquecer de uma coisa. Tem um limite de compras para o outro lado da fronteira. Se você fica menos de 48 horas por lá, só pode trazer 50 dólares em produtos por pessoa. Se ficar mais de 48 horas, aí sobre para $400.


A primeira parte de fevereiro já foi…

Fevereiro 12, 2011

Uou! Ainda não escrevi nada em fevereiro… que relapso!

Fevereiro começou bem movimentado e sem muito tempo livre. Estou trabalhando em praticamente tempo integral em um filme (Dibbuk Box). E fim de semana passado resolvemos aproveitar o carro novo e ir para Seattle passear e reencontrar amigos.

Sem tempo durante a semana, acabo nem conseguindo ver direito a Luiza. Mas não posso reclamar. Ter trabalho é sempre bom. Muito bom. 

Aí resolvemos ir para Seattle. Dessa vez não nos limitamos a conhecer a parte turística do centro da cidade. Na verdade nem fomos lá. Nossa amiga americana nos mostrou outros lugares interessantes da cidade.

Conhecemos uma escultura enorme de um troll que fica em baixo de uma ponte. Um foguete que segundo quem o colocou por lá marcaria o centro do universo. Uma estátua do Lênin importada da União Soviética quando o país acabou. E um restaurante que muda o tema da decoração e do menu a cada 4 meses. O tema atual é o estado do Novo México. E como lá é que teoricamente fica a Área 51, tem espaçonaves por todos os lados.

Na volta, claro que demos uma paradinha nos outlets…

Hoje, dia 12, faz 1 ano da abertura das Olimpíadas de Inverno. Então a cidade vai ter vários eventos durante o dia para lembrar isso. Estamos pensando em ir em algum, mas ainda não vimos a programação. A única coisa que sei é que acenderão a pira Olímpica de novo.

E o dia dos namorados está chegando. É dia 14. Estranho celebrarem em datas diferentes das do Brasil. Mas enfim, tudo agora está voltado para o Valentine’s Day. As lojas todas voltadas para a data.


Acabou a moleza, as férias e o calor acabaram

Janeiro 2, 2011

Depois de 15 dias no Rio, estamos de volta a Vancouver. Em um dia passamos de 37 graus para zero…

Foi difícil, bem difícil a diferença de temperatura. O aquecedor estava desligado quando chegamos e até a temperatura do apartamento subir, quase congelamos. Somando-se ao fato de que estávamos muito cansados, o frio bateu bem forte na gente. 

Acabamos literalmente apagando antes das dez da noite e isso porque resistimos bastante. Seis horas de diferença no fuso horário não são moleza. E acordamos depois das dez da manhã.

Acho que conseguimos descansar. Mas talvez não o suficiente. Afinal, foram 15 dias bebendo praticamente diariamente, comendo muito e dormindo pouco. Aliás, voltei com 4 quilos a mais. Minha calça jeans do dia-a-dia não cabe em mim no momento… a não ser que vire um cantor sertanejo e comece a falar fino…

A maior constatação sobre o Rio é que a cidade está bem cara. O mercado imobiliário disparou graças às Olimpíadas, Copa do Mundo e UPPs. Mas não é só isso. O preço de roupas está lá no alto. Sair para jantar fora está mais caro do que em Vancouver. Acho que uma das poucas coisas que é barato em comparação com aqui é a tarifa de táxi. 

Foi muito bom rever amigos, família e o calor. Mas as férias acabaram, está na hora de voltar ao trabalho…


Temporariamente no Rio

Dezembro 18, 2010

Estou no sol do Rio. Estava sentindo saudades do sol e do calor. Agora já estou sentindo tudo quente demais. Pelo menos vou conseguir quebrar o frio do inverno em dois e segurar as pontas até a primavera chegar.

Já consegui rever alguns amigos e familiares. Meu sobrinho de quase quatro anos não desgruda de mim. Tive até que botá-lo para dormir hoje se não ele não aceitaria ir para a cama.

Peguei um pouco de sol, mas ainda nem o suficiente para tirar essa pele branquela de mim. Minhas pernas não estão com nenhum pouco de saudades das ceroulas e das calças.

Matei saudades do catupiry, do pão de queijo, do aipim frito, da empadinha, do pastel… Engraçado é pensar que aqui no Rio quase sempre a pastelaria é de algum chinês, mas em Vancouver que tem muito, mas muito chinês mesmo, nenhum deles faz pastel…

Aproveitei também a oportunidade para assisitir à dois filmes que provavelmente não chegarão em Vancouver. Dificilmente um filme de língua não inglesa chega lá fora de festivais. Os filmes foram o argentino Abutres e o brasileiro Tropa de Elite 2.

Como o cinema brasileiro não anda lá muito bem de bons filmes e nem tem muitos outros em cartaz, acho que vai ficar por aí mesmo.


Acabou a festa

Julho 23, 2010

A família foi embora depois de três semanas. Animadas e turísticas semanas de pouco trabalho e muita diversão. Fomos em lugares que ainda não tínhamos ido como o Queen Elizabeth Park, Playland, Victoria. Voltamos em lugares já vistos e revistos mas que não cansamos, como o Stanley Park, o Aquário, Granville Island, Deep Cove, entre outros.

Fomos a dois shows do Festival de Jazz em Vancouver. Vimos e alimentamos uma foca num pier em Victoria. Na barca de volta a Vancouver vimos quatro baleias saltando no mar.  Assistimos à final da Copa em um bar de Seattle com todos lá torcendo pela Espanha. Conseguimos também ver um finzinho de neve lá em cima da Grouse Montain. A primeira neve do Breno e claro que rolou uma certa guerra de bolas de neve.

O calor chegou na metade da viagem deles. Um calor que nem sempre permitiu sair de manhã de bermudas e camisetas. Mas pelo menos não precisava mais de casacos. Ainda não chegou no ponto de estar tão quente quanto o ano passado. Espero que nem chegue.

Bom, com a movimentação acabei esquecendo de pagar a conta da BC Hydro. Atrasou só um dia. Espero que não haja nenhuma multa.     

Agora a vida tem que voltar ao normal. Mas como voltar ao normal se em cada hidrante por que passamos na rua lembramos do Breno? Ou se acordamos e não damos de cara com ele? Ou se a casa ficou vazia demais?

Breno vendo um guaxinim pela primeira vez no Stanley Park

 

Canada Day em Granville Island

 

Vista de Vancouver do Queen Elizabeth Park

 

Oswaldo, Luiza e Julia na Playland

 

Breno terminando de jogar um bola de neve na Luiza (fotografando)

 

Foca prestes a degustar um peixinho


Duas semanas no Rio

Maio 8, 2010

 O Faustão emagreceu. A Ana Maria Braga parece o Coringa (plástica demais) bombado (forte demais). Essas foram as grandes novidades que encontramos no Rio depois de duas semanas de férias revendo a família e os amigos. Duas semanas também sem escrever aqui.

Tudo bem, não foi só isso. As UPPs (Unidades Pacificadoras de Polícia) estão aparentemente fazendo um bom trabalho no Rio, para quem não sabe, é a polícia ocupando os morros e comunidades, expulsando o tráfico.

Também passamos por coisas bizarras. A prefeitura permitiu um evento religioso (na verdade não importa que religião ou qual evento era) na  enseada de Botafogo. Um evento para mais de 1 milhão de pessoas. E permitiu que trocentos ônibus que trouxeram o público dos subúrbios parassem em qualquer lugar. Qualquer lugar mesmo.

As ruas foram fechadas pelos ônibus e deu um nó no trânsito da cidade. A prefeitura disse que não tem culpa porque não foi informada da quantidade de público. Mas como permitiu que se parassem os ônibus em qualquer lugar? E se não sabiam mesmo, tinham que multar os organizadores. Mas, pelo que eu saiba, isso não aconteceu…

Uma das coisas que me chamou a atenção ao chegar no Rio foi a diferença de luminosidade. Os dias lá são muito mais claros e o sol muito mais forte em comparação a Vancouver. Saímos de lá com a temperatura por volta de 10 a 15 graus e encontramos o dobro. Derretemos diariamente.

Uma das coisas boas que têm acontecido no Rio é a Lei Seca. Quando saímos de lá, ela já existia. Mas como tudo no Brasil, achamos que ia cair no esquecimento. Não foi isso que aconteceu. Continua tendo blitz pela cidade e as pessoas realmente estão bebendo menos ou não bebendo quando saem de carro.  Será que as coisas estão mudando? 

Passei um ano acostumado a dirigir com a velocidade máxima de 50 km/h, que é o permitido dentro de Vancouver. Quando comecei a dirigir no Rio, a diferença foi grande. Além da bagunça que é o trânsito. Dirigi para a Barra e no caminho que costumava atingir 100 km/h (o permitido é 80km/h), não passei de 70 hm/h. O que fez com que vários carros piscassem faróis e reclamassem que estava devagar.

Outra grande diferença é que nenhum pedestre respeita o sinal ou faixa de pedestre. Todo mundo sai atravessando a rua na hora que quer. Se em Vancouver a gente tem que parar o carro se alguém encosta o pé na rua, lá você precisa só desviar. E como os carros furam sinais vermelhos… tinha me esquecido disso.

O metrô chegar até Praça General Osório em Ipanema foi sensacional. Agora pude ir de metrô da casa de minha mãe no Flamengo até  a casa da mãe da Luiza em Ipanema. Poupa tempo e é muito mais confortável que ônibus.

Matamos saudades do feijão, do pastel, do catupiry, do guaraná, do chope, da carne, do pão francês, da batata inglêsa com provolone…   

Foi bom rever o Rio, que continua lindo. Acho que as coisas estão melhorando. Espero que continue assim, melhorando. Até porque os erros de muitos e muitos anos não podem ser corrigidos de uma hora para outra.   

Mas depois de duas semanas já estava batendo as saudades de minha casinha, que na verdade é um apartamento, em Vancouver. Não há nada melhor do que o nosso lar. Meu lar agora é em Vancouver, mas acho que o Rio, de certo modo, sempre será também um pouco meu lar.


Isolado na montanha durante a semana

Abril 18, 2010

Essa última semana fui pego de surpresa por um trabalho. E trabalhos não podem ser rejeitados.

Na terça me chamaram para trabalhar em um filme de quarta a sexta. O detalhe era que o filme estava sendo gravado em uma outra cidade. Na verdade nem cidade é. Hemlock Valley é uma estação de esqui que fica a duas horas e pouco de Vancouver.

Segundo um dos moradores de lá, são 42 habitantes permanentes. No inverno a população aumenta. 

A produção do filme alugou chalés e fechou a montanha para fazer as gravações porque não seria possível ficar ir e voltando para Vancouver diariamente.

Então, recebido o email de manhã, no meio da tarde já estava a caminho. O maior problema é que segunda feira viajamos para o Rio para visitar a família e amigos. Não estava em meus planos não ter o resto da semana para resolver várias pendências antes de ir.

Para a minha sorte, tinha praticamente feito todo o imposto de renda na segunda feira. Aliás, complicadinho de fazer. Parece aqueles livros para adolescentes de escolher como a história continua. Você vai preenchendo e as instruções te mandam sempre para outra página e depois volta, vai e volta…  Deixei para a Luiza mandar. E várias outras coisinhas que tinham que ser feitas, ou fiz na correria ou deixei para a Luiza fazer.

Para completar, lá em cima da montanha não tinha sinal de celular. Nem internet. Tinha um telefone público para fazer chamadas a cobrar ou com cartão telefônico. Lá também não tem nenhum supermercado ou qualquer loja. Para ir a um supermercado, são pelo menos quarenta minutos de viagem. 

Os três dias foram lindos e ensolarados. Mas como brasileiro que sou, óbvio que esqueci de levar protetor solar. Para quê protetor solar numa montanha com neve? Enfim, vou chegar no Brasil com a cara bronzeada e o resto do corpo branquinho…   

Na sexta comi um daqueles biscoito chineses da sorte e recebi a seguinte mensagem: “Travelling to the south will bring you unexpected happiness.”

Excelente mensagem. O único problema é que agora estou esperando a tal happiness…