Os pubs e as cervejas

Março 29, 2009

Ontem fomos a um pub chamado Black Frog. Já tínhamos ido no Section(3) e no Nelson alguma coisa. 

Uma das maiores vantagens em relação ao Brasil, é poder entrar num pub, beber sua cervejinha e sair de lá sem estar fedendo a cigarro. É terminantemente proibido fumar em lugares fechados.

A maior desvantagem é o preço. Fica sempre em torno dos 5 dólares uma longneck ou o copo.

Uma outra grande diferença é a variedade. Você pega o menu e fica sem saber qual escolher. São muitas e de diferentes estilos. Até agora não escolhi nenhuma que não tenha gostado. 

Ontem no Black Frog não tinha menu, pelo menos não vi nenhum, e o esquema era chegar no balcão, pedir a cerveja e pagar na mesma hora. Não fazia idéia da cerveja que pedir até porque não sabia quais tinha. 

Cheguei e pedi uma cerveja. O barman perguntou qual. Tentei perguntar quais tinha, mas ou ele não me entendeu ou não ouviu. Então apontei para o copo do cara que acabava de ter comprado uma cerveja e pedi uma igual. 

Bom, o cara tinha um bom gosto. A cerveja era bem gostosa. Chamava-se Phillips. É uma das muitas fabricadas por aqui. Acho que essa é feita em Victória, mas tem várias feitas aqui na cidade.

Já provei a Canadian, uma que não lembro o nome e que era feita por aqui em Granville Island, a Phillips e uma outra que era Okanagan alguma coisa. A melhor, para mim, é a Phillips.


Um mês!

Março 29, 2009

Completamos um mês em Vancouver!

O balanço é positivo. A única coisa que falta no momento é o trabalho. Mas sabíamos que dificilmente conseguiríamos ainda no primeiro mês. Quer dizer, se contar minha experiência de um dia como figurante…

A cidade é acolhedora. As pessoas simpáticas e educadas, pelo menos a maioria. O frio não é um grande problema. E nem a chuva. Todo mundo fala tanto da chuva, mas até agora não incomodou.

Quarta a gente se muda. O essencial de móveis compramos na Ikea, que realmente tem um preço bem melhor do que as outras lojas. O que falta, montaremos aos poucos.

Também fizemos os workshops gratuitos que o governo oferece sobre como fazer o currículo no formato canadense, como fazer a cover letter, mercado de trabalho e entrevista de emprego.

Um dos próximos passos é tirar a carteira de motorista daqui. Já traduzimos a carteira brasileira e pegamos o livrinho para estudar para a prova prática. Só falta ler e ir lá fazer.


Primeiro trabalho

Março 26, 2009

Na semana passada me cadastrei em uma agência de figurantes. Eu não estava trabalhando, era um dinheirinho fácil e eu poderia entrar em contato com a indústria cinematográfica local. Pois bem, essa semana me chamaram e hoje fiz meu primeiro trabalho no Canadá.

A figuração foi no piloto de uma série para a TV chamado V. Como é piloto, pode ser que nem vingue e nunca seja lançado.

Pelo que ouvi do diálogo dos atores e pela breve sinopse das cenas em que participei, V seria de Visitors, aliens que estariam chegando na Terra. Enfim, mais uma série de aliens…

Acordei cedo e fui para meu primeiro (e único) dia de trabalho. A primeira dificuldade foi descobrir o lugar. E não fui só eu que tive esse problema. Na gincana para encontrar a tenda na qual deveria me apresentar, encontrei 3 outros figurantes. Achamos juntos o caminho.

Durante o trajeto, começamos a conversar. Uma das garotas era a mais simpática e fui falando em inglês com ela. Lá pelas tantas, quase chegando, veio o papo de onde você é. Ela era brasileira também. A partir daí passamos a falar em português mesmo.

Chegamos na tenda dos figurantes para assinar o contrato. Uma fila meio confusa. Outra fila meio confusa depois para o departamento de arte do projeto. Tínhamos que levar duas mudas de roupa, mais a que estávamos vestindo. Para mim, pediram para levar roupas de casual a negócios. A história se passa em Nova Iorque.

Aprovado o figurino, pegamos o ônibus até a igreja anglicana em que seria a gravação. O lugar destinado aos figurantes era o porão, um salão enorme e cheio de mesas. A equipe da série nos instruiu para sentar e esperar. Tinha uma mesa com sanduíches e petiscos. Enchi um copo com amêndoas, outro com M&Ms e sentei.

Eram umas duzentas pessoas. De tempos em tempos alguém gritava para fazermos silêncio porque uma cena estava sendo gravada no andar de cima.

Até que chegou a nossa hora. Subimos. Fiquei num dos bancos da parte de trás da igreja. Todos se sentaram. Dali a pouco veio um dos assistentes de direção, apontou para umas quatro e pessoas e para mim. Mandou-nos para a primeira fila.

Lá fui eu. Primeira fila. Mas no canto. Onde provavelmente não aparecerei na tela. O lado bom é que tinha o monitor na minha frente e dava para ver o que estavam gravando.

A primeira cena eram dois padres vindo do corredor conversando e dando de cara com a igreja lotada. Primeiro os padres de frente. Depois os padres por trás. Como se fosse o ponto de vista dos padres. Só a reação da platéia.

Voltamos para gravar o sermão de um dos padres sobre a chegada dos aliens (Visitors). Seguiu-se o mesmo esquema da outra cena. Muitas repetições do sermão. Praticamente deu para decorar o texto. O ator estava bem humorado. Fazia de vez em quando algumas gracinhas.

E foi isso. Seis horas e meia de trabalho fácil, mais meia hora de um almoço de graça.

Para completar, ainda teve algo inusitado no caminho de volta. Fomos conversando eu, a brasileira e um canadense. Lá pelo meio da conversa, o cara sem mais nem menos virou e falou, como se falasse bom dia, que vende drogas. Assim, do nada. Gratuitamente. Até me assustei de tão do nada que foi.


Papo de rua

Março 25, 2009

As pessoas aqui em Vancouver, em geral, são muito simpáticas e só de dar um passeio pelas ruas você acaba por bater papo com qualquer um. E esse qualquer um pode ser um canadense, chinês, indiano, koreano, americano, brasileiro, enfim qualquer nacionalidade.

A verdade é que é difícil conhecer um real vancouverite. Grande parte dos canadenses que moram na cidade, nasceram em outros lugares do país e se mudaram para cá.

Ontem fomos na London Drugs comprar uns cds virgens. E aí descobrimos que o governo cobra 25 centavos em cima de cada cd como direito autoral, já que grande parte será usada em gravação de músicas baixadas na internet. 

E aí conhecemos o balconista. Ele perguntou para a Luiza se ela era brasileira. Ela disse que sim e perguntou se era por causa do sotaque, meio incrédula. De repente o Jack começou a falar em português.

Descobrimos que a mulher dele é brasileira. Parou a fila do caixa e ficou conversando com a gente. A mulher de trás deu umas bufadas e ele nem aí. No final, deu o cartão e o email para a gente.

Hoje a situação foi um pouco diferente. Entramos em uma loja de roupas femininas e a Luiza começou a ver as roupas. Uma atendente me viu e começou a falar árabe comigo. Fiquei olhando para a cara dela sem saber como reagir, o que a fez ficar totalmente sem graça e pedir desculpas. Isso que dá ter feições árabes em uma cidade como essa.

Como se não bastasse isso, ainda recebi uma ligação que caiu na secretária eletrônica. Quando ouvi a mensagem de voz, minha primeira reação foi: não entendi nada, será que meu inglês está tão ruim assim?

Escutei de novo. Ok, não era inglês. Ouvi de novo para ter certeza. Realmente era outra língua. Parecia uma mulher falando em árabe…


O que vem depois do doze?

Março 24, 2009

Você chega em um país como o Canadá, um país desenvolvido, as pessoas evoluídas, e acha que não tem lugar para superstições. 

Mas aí você entra em um elevador e não vê o décimo terceiro andar. Entra em outro e acontece a mesma coisa. Depois em outro. Em outro. A coisa começa a ficar séria. 

 

Cadê o 13?

Cadê o 13?


Sábado de museus

Março 21, 2009

Tiramos a tarde para mais um pouco de turismo. Atravessamos a Burrard Bridge e fomos ao Vancouver Museum e ao Vancouver Maritime Museum. Chegamos tarde para ir ao H. R. MacMillan Sapace Centre. Voltaremos outro dia pois compramos ingressos para os três de uma vez, que sai mais barato.

Os três ficam numa área verde, o Vanier Park, em Kitslano, com bonitas paisagens. De lá dá para ver a costa da English Bay.

English Bay com a vista do meio da Burrard Bridge

English Bay do meio da Burrard Bridge

A vista de English Bay no Vanier Park

A vista de English Bay no Vanier Park

Tanto o Vancouver Museum quanto o Maritime são bem educativos e bem mais interessantes para crianças. O primeiro mostra a história da cidade, a chegada dos imigrantes, através de objetos pessoais. Por fora parece um disco voador, tal qual o MAC em Niterói-RJ.

O disco voador

O disco voador

O segundo, tem várias maquetes e objetos dos navios e um grande navio no centro do museu. E faz vários alertas de como as geleiras estão derretendo, de como estamos destruindo o planeta.

Uma das atracões é um helicóptero que ajuda em resgates. Na frente dele tinha uma placa: get a ride. Resolvemos, a Luiza resolveu, entrar nele para tirar uma foto. Fiquei na frente dele enquanto ela se aproximou para entrar. Eis que surgiu um alarme tocando. E agora? Ela paralisou. Eu fiquei parado rindo. Pelo menos ninguém apareceu e continuamos passeando como se nada tivesse acontecido.


Agora temos um celular, aliás, dois

Março 19, 2009

Hoje, além do PR Card, conseguimos adquirir nossos celulares. Compramos na Rogers. Fomos melhores atendidos e não houve problemas com nossa ausência de crédito canadense. Só precisamos mostrar o passaporte e nosso cartão de crédito brasileiro. 

A propaganda da Rogers é de que eles têm a melhor cobertura no país. Além de ser a única com GSM por aqui. Pegamos o plano mais barato (17,50 + taxas por 200 minutos), com o aparelho mais barato (20 + taxas) da Samsung.

Uma coisa bem diferente daqui é eles cobrarem pelas chamadas recebidas também. E isso em todas as companhias.

O celular vai nos ajudar a ficar em contato com mundo e para sermos achados mais facilmente por possíveis empregadores. Até porque mês que vem nos mudamos de apartamento e, a princípio, não teremos um telefone fixo.