Os Jogos que mudaram Vancouver (será?)

Foi especial. Foi emocionante. Os Jogos Olímpicos de Inverno acabaram. Pena.

Um atleta, o suíço Simmon Ammann, voando - Jean Levac, Canwest News Service

 

Tudo começou com muita crítica e faltava um clima de festa e de competição esportiva. A tempo não colaborava. Estava quente demais em Cypress Mountain e não nevava há um bom tempo. Faltava neve. Estava nevando demais em Whistler. E ainda por cima, antes dos Jogos começarem um atleta morreu nos treinos.

Mas antes do primeiro fim de semana terminar, tudo foi mudando. A população começou a invadir Downtown. A população começou a participar dos Jogos. E assim que um canadense ganhou o primeiro ouro, na segunda-feira, tudo virou festa.

Todo mundo foi para as ruas. Todo mundo vestiu vermelho e branco. Todo mundo estampando a Maple Leaf.  

Vancouver, uma cidade sempre calma, às vezes até demais, se transformou num caldeirão durante as Olimpíadas. As rua estavam sempre cheias. Cheias de verdade, com gente celebrando muito. Foi muito legal ver essa mudança no tom da cidade. 

O que os canadenses têm falado é que as Olimpíadas podem se tornar um marco para a cidade e para o país. Mesmo os jornalistas estrangeiros e o próprio Comitê Olímpico Internacional destacaram que a particapação popular foi o que deu brilho ao evento. Muitos dizem que nunca viram algo assim em Jogos de Inverno. Outros só comparam o que aconteceu com Sidney, mas comparar com Jogos de Verão não é muito justo.

E foi emocionante, como normalmente é, acompanhar todos os esportes e os atletas. Principalmente estando no Canadá e torcendo por eles. Desde a primeira vitória com Alexandre Bilodeau no mogul, até a última e consagradora no hóquei com direito a morte súbita.

Alexandre Bilodeau - Szandelszky/AP

 

Tiveram momentos bem marcantes como quando John Montgomery venceu no skeleton. Quando ele chegou em Whistler Village, foi andando pelas ruas e comemorando com todos. E não eram poucos. As ruas estavam lotadas e ele foi comprimentando todos no caminho e carregando uma jarra de cerveja. 

Teve também a patinadora Joannie Rochette. A mãe dela morreu de ataque cardíaco logo depois que chegou em Vancouver, dois ou três dias antes da atleta competir. Ela patinou e forte. Mas assim que terminou a apresentação e o público a aplaudiu, ela quebrou e começou a chorar. E terminou com o bronze.

Joannie Rochette - Gary Heshorn, Reuters

 

Tiveram vários outros momentos memoráveis. O Canadá conseguiu o maior número de medalhas de ouro nas Olimpíadas de Inverno, 14.  

Agora tudo acabou. A cidade já está mais devagar. E agora?

2 respostas a Os Jogos que mudaram Vancouver (será?)

  1. Tati diz:

    Antes de ir para Vancouver acompanhava sempre seu blog… estive la exatamente duas semanas antes de começarem os jogos e as semanas durante os jogos, vc descreveu muito bem o espírito da cidade, foi muito interessante estar la neste momento, a cidade se transformou… amei Vancouver… agora quero voltar no verão para ver todas as cores da cidade. Parabéns pelo blog. Tati.

  2. Oi Oswaldo e Luiza! Foi muito bom mesmo estar aqui e ter participado (no meu caso, bem pouquinho) da febre.

    Uma coisa que eu acho que poderiam investir é em pelo menos um evento grande no inverno. Claro que não tão grande quanto a Olimpíada, mas algo que deixasse o inverno tão interessante quanto o verão.

    Agora é tocar o barco e torcer que pelo menos a Translink tenha aprendido algumas.🙂

    Abraço!

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