Mutação forçada da língua

No Natal meu irmão me enviou dois livros de presente. Quando comecei a ler, tive a mesma sensação de ler um livro publicado há bastante tempo.

Explico. Os livros foram publicados no ano passado e já têm as novas regras da língua portuguesa. Regras essas que não sei direito e nem me preocupo ainda em usar. Quando a versão do Word que uso tiver na correção automática essas novas regras, passarei a usá-las.

A sensação de ler os livros com as modificações em palavras como platéia e idéia escritas sem o acento é a mesma que tenho quando pego um livro bem antigo anterior às últimas reformas na escrita. Livros que pertenciam aos meus avós, por exemplo. Ou livros comprados em sebos.

Aí fiquei imaginando que nossos avós também passaram pelas reformas anteriores da língua e tiveram que aprender a escrever as palavras do novo modo. E que às vezes achava engraçado quando um deles se esquecia das ‘novas’ regras e escrevia alguma palavra com a grafia antiga.

Isso provavelmente vai acontecer comigo quando daqui há cinco, dez, quinze, vinte anos tiver que deixar um recado… a não ser que o papel seja extinto e só seja necessário falar e a nota ficará escrita em alguma tela de algum aparelho ultra-moderno…

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