Os ventos do norte não movem moinhos

Estava assistindo ao Big Brother dos EUA na semana passada e o programa me fez pensar em algumas questões sobre os americanos do norte. O programa deles não tem votação do público para sair da casa, são os próprios participantes que decidem quem sai. O apresentador daqui é uma apresentadora que não provoca os caras dentro da casa e não cria nenhum pouco de emoção. Quando o eliminado sai, não tem a família dele esperando do lado de fora. O eliminado simplesmente sai e é entrevistado pela apresentadora. Sem nenhuma emoção.

Seriam os norte-americanos sem emoção? Digamos quase gélidos precisando de um pouco de um sangue latino?

Quando viemos para cá nos falaram que iríamos sentir muita diferença entre o calor humano brasileiro e a falta de calor humano aqui. No convívio do dia-a-dia não sentimos assim. As pessoas estão na maior parte das vezes de bom humor, a fim de uma boa conversa, te tratam muito bem e com um certo calor humano. Nesse ponto não sentimos muito. Acho que inclusive fomos muito bem recebidos e acolhidos.

Uma coisa que sentimos bem diferente é a relação das pessoas com a família. Essa sim parece, de maneira geral, bem fria. Nas conversas que tivemos com as pessoas, muitos se contentam em ver os familiares uma vez por ano e olhe lá, já está bom demais e já cansa. 

Aqui tem um pouco dessa cultura de se mudar de casa para ir estudar numa universidade. Se possível uma universidade bem longe de casa. Se possível em outro estado. Se possível do outro lado do país. 

A gente optou de vir para o Canadá longe dos nossos pais. Só que acabamos nos falando quase que diariamente no Skype. Santo Skype que reduz as distâncias e não tem tarifas de ligação internacional!. E se pudéssemos viajar para lá frequentemente e eles para cá frequentemente, faríamos isso. Na verdade, esse é talvez um dos pontos mais difíceis de vir para tão longe.

Os pais da Luiza em breve estarão nos visitando. Quando alguns ouviram isso, as expressões eram de espanto. “Mas vocês só estão aqui há seis meses!”, “Porque eles vêem? Vocês querem?”. E outras questões parecidas.

Claro que todas essas observações que estou fazendo são o meu ponto de vista sobre o que eu vejo sobre os norte-americanos (canadenses e estadunidenses). Pode ser que esteja errado e mais para frente mude de idéia. Mas por enquanto, é isso o que sinto.

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