Na quinta-feira, dia 22, o telefone celular tocou. Era um número de São Paulo. Era do consulado canadense. Era a notícia que esperávamos há tanto tempo. Era o visto pronto.
Eles queriam saber se poderiam enviar para a gente. Se fosse assim, na terça-feira, 27, seria postado como carta registrada e chegaria uma semana depois, nos primeiros dias de fevereiro.
Desligado o telefone, comemoramos, pulamos, nos abraçamos. Passados uns trinta segundos, baixou a dúvida, se é para demorar mais uma semana e meia quase, porque a gente não vai buscar?
Na sexta não teria como, mas segunda era viável. Teria o gasto da ponte aérea. Mas, e daí? Não queríamos esperar mais para ter o visto em mãos.
Ligamos para o consulado e informamos da nossa intenção. Tiraram nosso envelope do malote.
Desligamos e compramos as passagens para mim, não precisava os dois irem.
Cheguei hoje em São Paulo e fui direto para o consulado. Na hora em que abriu.
Por intermédio de uma parede de vidro, informei o que tinha ido buscar. Recebi um grande envelope e a moça falou para me sentir à vontade para conferir. Não pensei duas vezes.
Achei uma cadeira, abri o envelope, procurei os passaportes. Estavam lá os dois com o visto. Lindos. E as informações todas corretas.
Com eles, uma carta do consulado com algumas informações adicionais e o formulário de Confirmation of Permanent Residence que devemos apresentar quando entrarmos no país.
Falta pouco. Agora é marcar passagens, arrumar um lugar para ficar na chegada, escolher um curso de inglês para fazer no primeiro mês… além de correr atrás da receita federal para entregar o formulário de saída definitiva…