O Canada, our home and disparate land

Junho 30, 2009

O Canada, our home and disparate land

BY SHELLEY FRALIC, VANCOUVER SUN JUNE 30, 2009

(…)

I love that, as countries go, Canada is just a baby, because if you think the past century and a half that has zipped by us since Confederation means we’re ancient, you might want to talk to the Greeks.

I love, too, that we’re renowned and respected peacekeepers around the world, that we’re (mostly) polite and (often) clean and (sometimes) safe, and that we have more fresh water than most anyone else.

I love that the land is huge and carved by history, all rock and desert and glacier and prairie and rainforest, and that there are only 33.7 million of us, and that our heritage includes Inuit and native Indian and immigrants from every corner of the globe, and that we’re a modern backwater, and that we are responsible for Celine Dion and Jim Carrey, Frank Gehry and Pamela Anderson, Chief Dan George and Alice Munro.

Love, too, that we have a Queen and a man who would be king.

And that we have bears and cougars and orcas and marmots and moose and eagles and caribou, and that the majority of us, because we live in cities close to the border, get our meat from Safeway while those of us who don’t sometimes get theirs with a gun.

Mostly, though, I love that we have no identity.

That’s right. No identity. No unifying zeitgeist that any two Canadians could name on cue, like Americans do with their relentless patriotism south of the border.

(…)

Much of our so-called Canadian identity is, in fact, what central Canadians have historically seen out their front door, and so the unifying portrait we’re presented of ice hockey on frozen ponds and Tim Hortons at dawn is regional at best.

So much of the national news we get simply isn’t, but for the odd diversion of a serial killer or maybe a Winter Olympics.

Instead, it’s the east beats west perspective, inside baseball from Ontario and Quebec, where so many of the people and most of the media live.

For the rest of us, it’s a Canada, as a Newfoundlander might say, from away.

Truth is, we Canadians live and revel in our isolated pockets from the Atlantic to the Pacific to the Arctic oceans, sharing little aside from a uniting railway and an obsession with coffee.

Out here on the west coast, we rarely glance beyond the Rockies, instead looking south and west for cultural, social and economic connection.

We don’t have cottage country. We don’t plug in our cars or fret about ice storms. We don’t learn to skate before we can walk — we didn’t even have a professional hockey team until the 1970s — and we don’t wear fur (at least not when Paul Watson’s in town).

Our houses are wood not brick, our topography is lumpy not flat, our Disneyland is the one in Anaheim not Orlando.

We are also woefully baffled by the French language spat, finding it hard to relate to or even take seriously the perennial debate that is all things francophone. You want bilingual? Try Mandarin. Or, lately, Spanish.

So what are we?

Well, mostly we’re a motley and fascinating crew — hey, we invented Pablum and our first prime minister saw dead people.

But the truth is that as a populace we have always been, and always will be, irrevocably divided by geography, language, weather, history, politics and psyche. But we make it work. And that, of course, is what unites us.


Figurando em Vancouver

Junho 29, 2009

Acordei hoje às 5:30 da matina para mais um trabalho de figuração. Nesse horário não tem nem todas as linhas de ônibus funcionando. A minha sorte foi o ponto de encontro ser aqui em Downtown, então deu para ir andando, uns vinte minutos. Tive que acordar quatro e pouco da matina.

Dessa vez foi para uma série chamada Fringe. É a segunda temporada. A primeira foi gravada nos EUA. Era para ser Boston no outono.

Um dos atores é mais conhecido, Joshua jackson, que fez Dawson’s Creek. O outro que estava em cena, não faço idéia de quem seja, mas parecia familiar.

Foram duas cenas dentro de um supermercado. Na primeira não fiz parte. Os dois atores conversavam enquanto passavam produtos no caixa.

Na segunda, andavam pelo supermercado conversando. Quando passavam perto dos frios, lá estava eu, olhando os ovos. Os dois chegavam perto, paravam ao meu lado, pegavam ovos, continuavam andando enquanto eu ia na direção contrária.

Foi divertido. Mas foi rápido. Só quatro horas de trabalho. A equipe dessa vez parecia saber o que estava fazendo e fez tudo num bom tempo. Preferia que demorassem mais a gravar, afinal, ganho por hora…


Teu sorriso é um colar de marfim

Junho 27, 2009

Manequim fica na vitrine das lojas para mostrar a roupa. No Brasil, algumas lojas exageram nas formas dos manequins.

Às vezes tem uma bunda maior porque quer vender calças da Gang. Às vezes tem o busto maior. Essas alterações acabam acontecendo sempre para vender roupas femininas.

A Davie Street, rua paralela a qual moramos, é uma rua simpática aos homossexuais e tem muitas lojas voltadas para esse público, principalmente homossexuais masculinos.

Acontece que os manequins dessas lojas têm formas muito mais avantajadas do que o normal. É impossível passar pelas lojas e não notar. Chega a ser engraçado.

Do mesmo modo que as vitrines das sex shops. Os manequins normalmente estão fantasiados. É difícil passar e não rir.


O início do verão e o Canada Day

Junho 26, 2009

O verão começou nessa semana. E também a temperatura deu uma caída. Saiu de uma média de 20 graus para quase 15.

Mas foi uma semana de garoa e tempo nublado que as pessoas aparentemente gostaram. Estava anormal para eles tanto sol e estava um período grande sem chuvas.

Hoje o dia já abriu com sol.

Semana que vem, no primeiro dia de Julho, comemora-se o Dia do Canadá. Feriado federal. É o aniversário do país que em 1867 se tornou uma nação. Não é exatamente o dia da independência. Os laços com o Parlamento Britânico foram sendo quebrados aos poucos, só em 1982 acabou por completo.

Uma curiosidade. Se o dia cai num domingo, segunda feira automaticamente se transforma em feriado.

E parece que a cidade toda fica em festa. Os jornais estão cheios de propagandas sobre as comemorações. Tem paradas, shows, fogos. Pelo que vi, as maiores serão no Canadá Place, na Robson Street a em Granville Island.

Estava lendo o jornal e vi que um dos shows na Robson Street vai ser de um grupo chamado Ache Brasil. Vou passar longe de lá…


Homem primata

Junho 24, 2009

Tento acompanhar as notícias do Brasil pela internet. Mas tem certas coisas que simplesmente não tenho mais paciência. Toda hora tem escândalos no Senado, no Congresso e demais órgãos públicos. No final das contas, quem deveria responder pelos escândalos diz que não sabia de nada e fica por isso mesmo.

Mas fica por isso mesmo porque todos querem que fique por isso mesmo ou ninguém quer mais saber?

No Irã estão rolando protestos por causa de uma eleição que provavelmente foi cartas marcadas. E mesmo com toda a repressão ditatorial, milhares estão nas ruas protestando.

No Brasil não tem repressão, mas também não tem protestos.

Em Ottwa, capital canadense, tem a Câmara dos Comuns. Ainda não conheço muito bem o sistema deles aqui. Mas o que importa é que vira e mexe a gente vê nos noticiários os ministros e o primeiro ministro respondendo a sabatinas dos outros políticos na Câmara dos Comuns. Eles têm que explicar o que estão fazendo e prestar contas. Isso não é uma vez por ano. É sempre.

Fico imaginando isso no Brasil. Aí só me lembro da CPI do Roberto Jefferson: o senhor desperta meus instintos mais primitivos.


Gremlins

Junho 23, 2009

Outro dia assisti ao triller do filme Jean Charles que trata da vida do próprio. Em determinado momento, Selton Mello fala que brasileiro é que nem Gremlins. Gremlins são aqueles bichinhos que se multiplicam se forem alimentados depois da meia noite ou se forem molhados.

E é realmente engraçado como isso é verdade. Tem brasileiro em qualquer lugar do mundo. Tudo bem que não sou tão viajado assim, mas quando você conversa com pessoas que viajaram para algum lugar, elas provavelmente encontraram algum brasileiro por lá.

Aqui em Vancouver tem muito. Não chega a ser a mesma quantidade de asiáticos (que aliás também são gremlins), mas é só andar um pouco pelas ruas. Em algum momento ouvirá palavras em português.

Porque estou falando sobre isso? Não sei ao certo…


Brunch em Deep Cove

Junho 22, 2009

Domingo, dia dos pais aqui, fomos para um brunch em Deep Cove. Brunch é uma coisa bem popular nessas terras. É mais ou menos algo entre um café da manhã reforçado e um almoço mais cedo do que o normal.

Lá, encontramos uma amiga australiana, um amigo moçambicano, conhecemos uma canadense de Victoria, uma canadense de Montreal e mais dois canadenses que não sei exatamente de onde.

Sentamos e o lugar estava bem cheio com muitas famílias comemorando a data. A garçonete apareceu e boa parte da mesa pediu Ceasars. Luiza, que não queria ficar atrás, pediu um também. Quando chegou, descobriu que não era uma salada e sim uma bebida. Spicy Ceasars.

Na hora de ir embora, fomos para o ponto de ônibus e por poucos minutos o perdemos. O próximo, uma hora depois. Esperamos. Esperamos. Meia hora mais tarde, passou um que também servia. Neste momento, minha senhora aproveitou a calma local e estava descansando os olhos deitada em meu colo.

Sem querer, a peguei desprevenida. Gritei que o ônibus estava chegando e ela deu um pulo. Seu corpo saiu pelo menos um metro do banco, o que já é bastante coisa considerando sua altura.


Visita da família

Junho 19, 2009

Segunda-feira tivemos nossa primeira visita de algum membro da família vindo do Brasil. Foi uma tia da Luiza que passou alguns dias aqui na cidade e depois foi para o Alaska.

Passamos a tarde inteira arrumando a casa, afinal, a primeira impressão para as famílias seria essa. A casa tinha que estar toda arrumadinha para todos no Brasil verem e saberem como somos bons donos de casa mesmo longe.

E ainda por cima ganhamos presentes para a casa!!! Agora já podemos oferecer um café para visitas!!! Ganhamos xícaras e jogo de pratos.

Aliás, agora também temos pratos de sobremesa. Logo que nos mudamos, compramos pratos para a comida. Um mês depois voltamos na loja para comprar pratos de sobremesa. Só que quando chegamos em casa, percebemos que os tais pratos de sobremesa na verdade tinham o mesmo tamanho dos outros…


O jornalismo

Junho 17, 2009

Aqui na cidade existem dois jornais locais, o Vancouver Sun e o The Province. O primeiro estava com uma promoção de três semanas de graça e resolvi aproveitar.

Quando acabou esse tempo, me ofereceram uma assinatura de 9,90 por três meses. Achei ótimo, já que custa durante a semana 1 dólar. Continuei com eles. Espero que me ofereceçam alguma outra promoção, porque essa acaba em julho.

O modo como eles escrevem o jornal é um pouco diferente do que estamos acostumados no Brasil. A primeira página normalmente vem com uma foto de pelo menos um quarto de página e duas matérias, que terminam em algum lugar dentro do jornal. Tem mais umas três ou quatro chamadas no rodapé e acima do nome do jornal.

Às vezes me parece que falta um pouco de notícia para eles. Ontem tinha uma matéria na primeira página que não tinha nada de notícia. Era simplesmente narrando como um garoto se formou na high school e resolveu comemorar fazendo uma escalada sozinho num dos morros da cidade no dia seguinte.

Li a matéria esperando que algo de errado fosse acontecer. Que ele caísse, ficasse perdido, passasse fome, fosse atacado por um urso. Mas nada. Ele até encontrou um urso. Mas os dois só ficaram se olhando e nada mais.

Outro ponto alto da matéria foi quando a mãe ligou para o celular dele enquanto escalava uma parte difícil. E ponto. Nada mais na matéria.

Em outros momentos leio as reportagens e sinto alguma coisa faltando, alguma informação. Parece que uma das famosas perguntas o quê? quem? quando? onde? por quê? como? e daí? está faltando.

Pode ser que eles considerem que os leitores já saibam tal informação. Como jornalista, pelo menos de formação, que sou, me parece estranho.


Tem algo embaixo do chão

Junho 16, 2009

Dizem que Vancouver é um grande centro produtor de cannabis. De consumo é até fácil perceber porque eles não fazem uma grande repressão. Aliás, acho que nenhuma.

Só que esse cultivo da planta não acontece em grandes áreas ao ar livre. Vire e mexe descobrem uma plantação e fazem estradalhaço nos jornais.

E aí você vê as imagens. Eles cultivam a planta dentro de casa. Mas não são simples casas. São casas bem grandes e normalmente o subsolo é todo especialmente preparado para a produção. Muita iluminação artificial e paredes preparadas para manter o calor.

Uma vez apareceu na televisão um casal que tinha comprado uma casa. Quando foram fazer uma reforma antes de se mudarem, descobriram que a casa tinha sido uma plantação. Acabaram gastando muito mais dinheiro na reforma do que previam.